domingo, novembro 06, 2005

Comentário ao manifesto "Que juventude queremos para o nosso partido?"

Olá, companheiro tucano Tércio Carvalho! Como Conselheiro Político Estadual Suplente e presidente da Juventude do PSDB do Município de Piracicaba/SP me sinto no direito e com a incumbência patriótica e sobretudo democrática de manifestar meu apoio, solidarização e dar força maior as suas críticas que, indubitavelmente, são pertinentes.1) Claramente, a programação não foi cumprida. Foram suprimidas as discussões e ficou clara a indiferença para com as plenárias ou grupos de trabalho.(O interessante foi que pude notar uma pequena faixa ou cartaz com o tema "Reforma Política"). 2) Com relação a afirmação de que a Convenção significou o aprimoramento(bandeira de nosso partido) ou exercício da democracia, só poderia discordar de modo inflexível. Aqueles favoráveis à reunião fechada trouxeram o argumento mais vazio, infundado e descabido de que os militantes já estavam representados pelos Conselheiros Políticos. Refutemos: Como já elucida o texto do companheiro(ao tratar da questão partidária, do processo eleitoral interno) foram de encontro(contrários), bem como rasgaram em atitude unilateral o estatuto do PSDB. Por outro lado, derrubando desde já o argumento daqueles, tomemos como exemplo a instituição Congresso Nacional. Os deputados e senadores são legítimos representantes da sociedade, sendo assim, gostaria de perguntar quando a população foi impedida de acompanhar as discussões, decisões e, sobretudo, saber se aqueles escolhidos representavam, de fato, os anseios de seus eleitores.Para corroborar quão autoritária(na acepção não-democrática) e sectária(impositiva) foi esta Convenção, é preciso lembrar que já no primeiro dia, sendo eufêmico, a eleição de algumas regiões foi pelo voto recomendado, indicado, e literalmente significou o "voto de cabresto". Assim como os deferimentos de "pela ordem" se limitaram a um único encaminhamento contrário e um a favor. Por fim, não sou oposição irresponsável, inacessível ou com uma visão unívoca. Quando as decisões são corretas, já conhece meu companheiro Adriano Camargo, nem oposição sou. Todavia, jamais poderia aprovar a condução da Convenção Estadual e o transcorrer da mesma, principalmente ao ouvir que, não as decisões do Conselho Político, mas a Convenção em si foi democrática.