quinta-feira, janeiro 31, 2013

Respeito ou Manipulação?

Até quando as elites políticas, religiosas, econômicas e/ou financeiras, organizacionais, institucionais ou da sociedade em geral vão continuar confiando e utilizando-se da relativa eficácia da exploração da hipotética ignorância da população como instrumento de manipulação cultural e manutenção das relações sociais atuais.

É fundamental pensarmos fora da caixinha, ou seja, abandonar a superficialidade ao olhar para a realidade. Começar a desconfiar daquilo que lemos ou ouvimos e questionar aquilo que vemos. Sempre.

A publicação em jornais de Piracicaba/SP de nota de uma boate bastante frequentada e famosa no município chega a ofender nossas capacidades cognitiva e crítica e ilustra muito bem a prática.

A empresa Mr. Dandy divulgou que vai fechar a casa noturna no próximo final de semana em luto àqueles que perderam suas vidas em Santa Maria/RS. Na verdade, isto resulta diretamente da decisão do prefeito Gabriel Ferrato em fiscalizar possíveis irregularidades nas boates do município e da necessidade em levantar e corrigir as falhas.

Vamos acordar!!!

domingo, janeiro 27, 2013

Negócio lucrativo!!!


Depois da notícia da revista Forbes de que alguns pastores brasileiros figuram entre os religiosos mais ricos do mundo ao fazerem da exploração da fé uma atividade econômica extremamente lucrativa, a notícia de hoje do jornal Folha de S.Paulo estimula o debate em relação à imunidade tributária nos termos da Constituição Federal e a imperiosa necessidade de estudos no que se refere a cobrança de tributos de templos religiosos em cumprimento ao princípio da isonomia econômica ou empresarial e até mesmo como instrumento de valorização da liberdade religiosa e do Estado laico.

segunda-feira, janeiro 21, 2013

Artigo Superinteressante Janeiro/2013


Administração do Tempo

Jung escreveu que tudo depende muito mais de como vemos as coisas do que como elas realmente são. Ou seja, nossa percepção e compreensão do mundo está forte e diretamente relacionado com os filtros internos ou "lentes" que usamos quando olhamos para a realidade independentemente de como ela seja, caso ela exista.

O romance "E nós chegamos ao fim" de Joshua Ferris sugere uma perspectiva notadamente heterodoxa e positiva em relação ao tempo:

"Certos dias pareciam mais longos que outros. Alguns deles pareciam dois dias inteiros. Infelizmente nunca eram os do final de semana. Nossos sábados e domingos passavam em metade do tempo de um dia útil normal. Em outras palavras, certas semanas parecia que trabalhávamos dez dias direto, com apenas um dia de folga. Mas não podíamos nos queixar. O tempo estava aumentando em nossas vidas"

Provavelmente a maioria de nós já teve ou sempre tem o primeiro tipo de sentimento e observação negativa em relação àqueles dias que parecem não passar e a consequência quase natural é o comportamento inativo, procrastinador, acomodado, chateado, entre outros.

A partir da abordagem do segundo paradigma de que nossos dias, semanas, meses, anos e a vida em geral aumentaram ou dobraram, a visão que passamos a ter em relação a estes dias muda radicalmente, principalmente para aquelas pessoas que por algum motivo, geralmente a falta de administração, tem a impressão de que as horas normais de trabalho não são suficientes.

Aquilo que teríamos 8 horas para fazer agora teremos 16 horas, no caso de um dia de trabalho. Mas para tanto, é fundamental uma mudança de pensamento e proatividade porque imaginar que com mais tempo posso continuar procrastinando não muda nada.

Se nossas vidas aumentaram ou dobraram, o custo de não aproveitar oportunidades torna-se ainda maior. O número de possibilidades desperdiçadas pode aumentar exponencialmente.

Você pode estar pensando: "Este cara é louco? Como vou transformar 8 horas do meu dia em 16? Mas faça o teste e descubra o poder da mente humana.

Fica a Dica!!!

Descriminalização, Regulação ou Repressão

Com a proximidade da votação do projeto de lei nº 7663/2010 de autoria do deputado federal Osmar Terra (PMDB/RS) que objetiva, precipuamente, aumentar a pena mínima para quem for pego com drogas, assim como estabelecer internação compulsória para desintoxicação de usuários, intensificou positivamente o debate sobre a descriminalização, regulação e repressão em relação às drogas ilícitas.

Descriminalização pode ser entendida como um conjunto de leis e ações que busca diferenciar mais objetivamente usuários e traficantes de forma que os primeiros não sejam mais confundidos e punidos legal e socialmente como se fossem estes últimos. Ao mesmo tempo, transformar a produção e comercialização em atividade econômica legal submetida à legislação específica e estabelecer instrumentos não criminais com o objetivo de desincentivar o consumo e facilitar o acesso de dependentes ao tratamento.

Regulação é definida como a próxima etapa da descriminalização. Através dela o Estado pode criar condições que imponham limites e restrições à produção, comercialização e consumo. A ideia é pensar modelos a partir das experiências com o álcool e tabaco.

Repressão é o modelo utilizado no Brasil e na maior parte do mundo que consiste pura e simplesmente em punir, tanto legal quanto socialmente, qualquer pessoa que seja surpreendida com drogas ilícitas. Sendo assim, vamos entender melhor como e por que foi adotado.

Ele tem sua origem nos EUA com a famigerada Lei Seca que proibiu a produção, comercialização, transporte e consumo de bebidas alcoólicas durante o período de 1920 a 1933 e a conseqüente internacionalização das restrições norte-americanas. Notadamente foi uma decisão política com motivações puramente raciais ou étnicas que objetivou a marginalização de imigrantes. O resultado da experiência foi o aumento generalizado de bebidas produzidas e comercializadas na clandestinidade, corrupção, violência e o surgimento de outras drogas em substituição.

Embora com implicações muito parecidas, podemos assinalar algumas conseqüências particulares resultantes da adoção por parte do Brasil do modelo de repressão norte-americano a começar com o componente psicológico da proibição.

                Notadamente, as drogas ilícitas ficaram mais baratas, mais potentes e nocivas em razão da ausência de quaisquer instrumentos de controle de qualidade e preocupação dos traficantes com a saúde do consumidor, assim como mais acessíveis. Houve aumento generalizado da violência a partir do combate ao mercado ilegal e socialização da problemática que atingiu até mesmo instituições de Estado por meio da corrupção. Usuários considerados leves ou não-dependentes foram socialmente marginalizados quando não tiveram sua vida ceifada ou interrompida por uma condenação prisional. Por fim, podemos observar o significativo desperdício de recursos públicos com uma guerra que fracassou completamente.

Em grande medida, o Estado brasileiro foi o grande responsável pelo fortalecimento de organizações criminosas tendo em vista que ao institucionalizar o modelo de repressão criou um mercado ilegal extremamente lucrativo que é a principal fonte financiadora de suas atividades.

Parcela considerável da sociedade sempre foi contra qualquer possibilidade de que não fosse a proibição radical motivada, principalmente, por conhecer o sofrimento de alguns dependentes e familiares. Entretanto, como sugeriu Blaise Pascal, não podemos nos envergonhar de mudar de opinião porque não nos envergonhamos de pensar. É fundamental pensar fora da caixinha. Contrariar a necessidade individual de ser compreendido e procurar compreender. Fazer um exercício fundamental de empatia: Usuários merecem este tipo de estereotipização?

Qual a lógica por trás da proibição da maconha quando aproximadamente 9% dos usuários se tornam dependentes enquanto os percentuais em relação ao álcool e tabaco correspondem a 15% e 32%, respectivamente, e estes são muito mais prejudiciais à saúde.

Por outro lado, experiências de outros países, consideradas as devidas especificidades, tem a contribuir com o debate nacional e nos ensinar sem que precisemos cometer os mesmos erros pagando preços sociais ainda mais altos.

Segundo dados estatísticos, os EUA contam com uma população carcerária de aproximadamente 2,8 milhões de pessoas fazendo deles o campeão neste indicador social. Destas, mais de 64% ou 1,8 milhão por consumo ou tráfico de drogas. Quase 45% destes considerados transgressores ou criminosos ou 800 mil cidadãos por maconha. E de 70% a 80% são negros.

No caso brasileiro, entre muitas outras, a pesquisa “Tráfico e Constituição” realizada pelo Núcleo de Política de Drogas e Direitos Humanos da UFRJ descobriu que, de outubro/2006 a maio/2008, 66% dos condenados por tráfico no Rio eram réus primários, 14% portavam armas no momento da prisão e 42% foram flagrados e presos tendo menos de 100 gramas de maconha.

O único caso de sucesso deste modelo de repressão é a Arábia Saudita onde aqueles surpreendidos com drogas são condenados à morte.

A proposta da Comissão Global de Políticas sobre Drogas que conta com líderes internacionais como Fernando Henrique Cardoso, Ernesto Zedillo (México), César Gaviria (Colômbia) e Kofi Annan (ONU), entre outros, sugere a descriminalização de todas as drogas criando medidas que desincentivem o consumo da cocaína e, principalmente, do crack, políticas que possibilitem mais facilmente o tratamento de usuários graves ou dependentes e estratégias eficazes de combate ao tráfico, assim como a regulação da maconha de forma que sua qualidade garanta quase nenhum malefício para os usuários.

Uma crítica bastante utilizada por parte dos opositores a este tipo de flexibilização é que seria impossível para o setor privado vender mais barato que o mercado paralelo residual. Experiências também apontam para a inexpressividade destes como foi no caso do álcool nos EUA após a revogação da Lei Seca ou no caso do tabaco brasileiro. Da mesma maneira, com a descriminalização retira-se o monopólio ou oligopólio ilegais de organizações criminosas criando, assim, dificuldades para seu financiamento e, por conseqüência, impossibilitando-as de continuar vendendo drogas tão baratas. As conseqüências provavelmente serão estendidas ao consumo a partir da observação de que o número de consumidores relativos na Holanda é muito menor que nos EUA.

Por fim, como afirmara a ex-Juíza de Direito, Maria Lúcia Karam, não se trata da panacéia em relação à problemática, mas é a condição fundamental para a educação e regulação na medida em que pretende prioritariamente resolver as conseqüências da proibição, em especial a violência. Aumentar a pena mínima significa tentar aperfeiçoar, motivado por apego ideológico e intolerância em relação a novas idéias, algo que vem dando errado. É muito expressiva a produção científica sobre o tema apontando quão fracassado, destrutivo e ineficaz é o modelo de repressão. Precisamos considerá-la.


EWERTON CLEMENTE é economista e empregado público da
Câmara Mun. de Rio das Pedras. Assinou a petição do projeto “É preciso mudar”

sábado, janeiro 19, 2013

Fato ou Boato?

Parece que o governo que escolhi para a Prefeitura Municipal De Rio Das Pedras chefiado pelo médico Dr. Júlio César escolheu o algoz responsável pela atual e crítica situação financeira municipal: o funcionalismo.

Se as informações que recebi de dentro da prefeitura estiverem corretas, o projeto de lei que dispõe sobre o abono mensal é um indicador da forma pela qual aquele será tratado nos próximos anos.

Segundo a fonte, o valor continua o mesmo, ou seja, sem qualquer atualização monetária quando o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice oficial utilizado pelo governo federal, acumulou 5,84% em 2012. Por outro lado, suspeita-se que há um artigo no projeto tentando proteger e isentar a Administração do recolhimento de obrigações sociais sobre aquele valor como se o princípio da legalidade não encontrasse limites.

Por enquanto, tudo é boato. Precisamos aguardar a aprovação e posterior sancionamento do presente projeto para conhecer seu texto. Confesso que estou bastante confuso, principalmente em razão de quão díspares aparentam ser a personalidade do candidato apresentada durante a campanha e o perfil do administrador público exposto quando da assunção. Caso seja confirmado o exposto acima, será considerado o gestor que mais rápido deixou a máscara cair. Eu espero que estas suposições sejam incorretas e precoces.

Na semana que vem voltaremos a discutir a temática!!!

quinta-feira, janeiro 10, 2013

Por que assistir ao BBB 13?


Confesso que não sou telespectador assíduo ou freqüente do BBB, mas penso que aqueles que são merecem esta intervenção em razão, principalmente, das últimas críticas que tem sofrido nos últimos dias, induzindo-os a uma classificação característica de marginais, criminosos e ignorantes.

Todos tem a opção de mudar de canal caso aquilo que esteja sendo transmitido seja muito distante daquilo que estão procurando na TV. Notadamente, os programas transmitidos pela Rede Globo, com poucas exceções, possuem um público específico e muito bem definido para o qual se destinam suas apresentações. Por isso, particularmente prefiro a Globo News e alguns outros canais de notícias em virtude da ausência de superficialidade e conteúdo que encontramos na Globo.

Desde que não ofenda ninguém nos termos na legislação vigente, há liberdade na definição daquilo será oferecido. Caso alguém não concorde com algum programa e aquela emissora seja importante para a pessoa, esta pode entrar em contato e fazer as devidas sugestões e críticas que julgam pertinentes. Isto no caso da TV de transmissão aberta. No caso de transmissões fechadas ou pagas, pode-se cancelar o contrato caso a iniciativa acima não alcance os resultados desejados.

Tenho a impressão de que estes quase espancamentos estereotipados são resultados, em grande medida, da necessidade humana quase generalizada de ser compreendido antes de compreender os outros. Já pensou que possam existir motivações diferentes das suas? E considerando metas, objetivos, padrão de vida, profissão, entre outros, estas motivações são assim importantes e fazem muito sentido? Até quando continuará tentando impor suas preferências egocêntricas ao restante da sociedade como se fossem o padrão mais adequado de vida a ser levado?

Por fim, nos próximos dias pretendo comentar sobre o artigo escrito por Eugenio Mussak na revista Vida Simples discutindo a origem do poder e como aproveitar suas fontes para o nosso sucesso. Neste conheceremos uma mudança de paradigma pelo menos teórica quando introduz-se o capital físico, estético ou exterior entre estas fontes. Aprenderemos, também, que motivações podem levar as pessoas a se dedicarem a cuidar de seus corpos e que mensagens/valores mesmo que inconscientes estes podem apresentar.