quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Explicação Judicial? ... Fácil defesa


Explicação Judicial?... Fácil defesa


Após, infelizmente não ter podido acompanhar a entrevista do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao programa Roda Viva do dia 07/02/2006 e tomar ciência das declarações do presidente do Partido dos Trabalhadores, Ricardo Berzoini, faço alguns comentários em defesa de FHC que claramente seriam dispensáveis, todavia, tendo compromisso com a verdade e o esclarecimento da população, são extremamente necessárias.
Segundo Berzoini e o advogado do PT, João Piza, FHC deverá ser processado porque sua declaração de que a ética do PT é roubar “tipifica crime contra a honra do partido, dos militantes e de alguns dirigentes”, pois o conjunto de regras e normas comportamentais coletivas seria a definição sociológica de ética para um partido.
Conjunto de regras e de valores ao qual se submetem os fatos e as ações humanas, para aprecia-los e distingui-los é a definição conceitual filosófica para ética. Contudo vamos nos guiar, em nossa reflexão, sobretudo pela definição do presidente petista.
Sabidamente, o PT esteve historicamente comprometido com a ética. Qual ética? A sua. Aquela embasada na teoria do totalitarismo moderno gramsciano para o Moderno Príncipe de que era prerrogativa definir o que é virtuoso e criminoso de acordo com as circunstâncias, necessidades e sobretudo em defesa da causa maior(acreditando que fortalecendo seu partido, estaria defendendo a classe popular e beneficiando o país), tendo como notável prática a corrupção leninista(definição do professor Denis Lerrer da UFRGS), aquela em que se tem aparelhamento institucional e posterior desvios de recursos(públicos) para financiamento partidário e para instituição de seu projeto de poder, o que jamais pode ser comparado a caixa 2.
Visto isso, fica plausível e defensável a definição sociológica de Berzoini para ética. Bem como não há nada de errado com a declaração de FHC, sobretudo considerando 1) que o PT é uma agremiação extremamente sectária(na acepção impositiva) em que as idéias e práticas são claramente impostas; 2) os promotores da montagem do maior esquema de corrupção da história foram seu presidente de honra, o presidente do partido, o secretário-geral e o tesoureiro; 3) entendo que não há autonomia ideológica ou de qualquer outra natureza dentro do PT, excetuando-se aqueles que migraram para partidos outros esquerdistas e extremo-esquerdistas.
Portanto, são notadamente vazias as argumentações do advogado, Dr. Piza, para um processo condenatório. Acredito, inclusive, que não passa de mais uma bravata. Entretanto, não sendo e levado adiante para uma “explicação judicial”, a defesa será extremamente fácil.

Nenhum comentário: