Terminei de assistir o filme "A Dama de Ferro" que conta a história da ex-primeira-ministra do Reino Unido, Margaret Thatcher.
Embora a crítica reconheça que o filme não é tão fiel à história na medida em que supervaloriza sua doença em detrimento de fatos políticos e econômicos que marcaram sua história como liderança política, ele apresenta algumas mensagens.
Thatcher foi primeira-ministra de 1979 a 1990. Foi a primeira mulher a assumir o cargo quando a economia internacional passava pela 2ª crise do petróleo. Como representante do partido conservador, as medidas econômicas em resposta à crise e que marcaram seu governo foram notadamente liberais como redução de gastos, liberdade econômica, desregulamentação do setor financeiro, flexibilização do mercado de trabalho e privatização de empresas estatais.
Era uma mulher bastante controversa na medida em que, entre muitos outros exemplos, defendia uma política fiscal mais responsável enquanto não se preocupava com os riscos e sacrifícios envolvidos na decisão de guerra contra a Argentina. Também era muito arrogante e não aceitava opiniões divergentes. Sempre tinha a última palavra.
Entretanto, sua vida pode nos oferecer alguns princípios e particularidades que fazem diferença para quem deseja liderar.
O filme começa contando a história a partir de sua velhice sugerindo que não importa o que façamos, o poder político ou econômico que tenhamos, enfim, todos chegaremos em um momento no qual a vida ficará mais difícil, seremos abandonados e estereotipados como loucos, coitados, entre outros, principalmente se sacrificarmos a família em nome de um projeto pessoal.
Tenho a impressão que ela já sabia deste fim, por isso perseguia a ideia de que era preciso deixar alguma herança social, fazer a diferença, de forma que isto a confortasse.
Mas deixando de lado a parte negativa ou natural de sua vida, foi uma mulher extremamente forte e decidida. Vindo de uma família de pequenos comerciantes, venceu o preconceito contra as mulheres e classes sociais mais baixas.
Sempre lembrou que nunca devemos seguir a multidão. Provavelmente aprendeu que se pretendemos conseguir algo que a maioria nunca conseguiu, precisamos fazer o que eles nunca fizeram. Assim como não ter medo de falar o que deve ser dito. Valorizou bastante a liderança como condição da mudança. Ela sabia que para a maioria das pessoas acreditar em algo era preciso que alguém tomasse a iniciativa.
Por fim, deixou como o condicionamento humano está relacionado com especificidades individuais e, principalmente, que a mudança começa com o poder de nossos pensamentos:
"Cuidado com seus pensamentos, pois eles se tornam palavras.
Cuidado com suas palavras, pois elas se tornam ações.
Cuidado com suas ações, pois elas se tornam hábitos.
Cuidado com seus hábitos, pois eles se tornam o seu caráter.
E cuidado com o seu caráter, pois ele se torna o seu destino.
O que nós pensamos, nos tornamos"

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