domingo, agosto 13, 2006

Após revelar proximidade com o Partido dos Trabalhadores, PCC utiliza discurso esquerdista na tentativa de legitimar sua "causa" (?)

"Tudo o que ocorreu não foram rebeliões, nem badernas e sim revolução de todos os presos (...)" - GRITO DOS OPRIMIDOS ENCARCERADOS

"O que se vê há anos é descaso total para com o cidadão por parte daqueles que por eles são eleitos(...)" - CARTA AOS CIDADÃOS

Após revelar a proximidade entre as duas agremiações que se autodefinem como políticas, mas, na verdade, são criminosas - O PT e o PCC -, o Primeiro Comando da Capital está se apropriando, maquiavelicamente, da ideologia esquerdista e politizando seu discurso na tentativa de justificar suas ações.

Destaco ainda: Ficaria surpreso, se não tivesse estudado seu livro A Globalização e o Futuro da Humanidade ao ler que Leonardo Boff, um dos protagonistas da expansão das Comunidades Eclesiais de Base no Brasil (CEB), tenta justificar o injustificável e prega o diálogo com insanos e terroristas (o que seu livro já explicita) como forma de minorar a violência.

Por Bruno Paes Manso, em O Estado de São Paulo: "'Grito dos oprimidos', 'revolução', 'libertação', 'caminhada', 'conscientização', 'excluídos', 'reparação das injustiças sociais' como justificativa para ataques e assassinatos. O Primeiro Comando da Capital (PCC) está se apropriando dos jargões usados pelas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e demais movimentos sociais marxistas que atuaram com força nas periferias de São Paulo nos anos 1970 e 80 na tentativa de elaborar um discurso que ofereça legitimidade à violência provocada nas últimas três ondas de ataques em São Paulo. (...)

A politização do discurso dos criminosos paulistas é vista como uma novidade no cenário da violência em São Paulo. 'São ainda falas toscas, mas que podem ser aprimoradas e ter um efeito persuasivo junto a uma parcela da população', avalia o professor de Filosofia e Ética da Universidade de Campinas (Unicamp), Roberto Romano. 'Isso é perigosíssimo. São falas que colocam ao jovem que ele não será simplesmente um ladrão de tênis ao aderir ao crime, mas um justiceiro. Assistimos à lenta e eficaz gestação de uma ideologia assassina.' (...)

A apropriação dessa linguagem pelos bandidos é estratégica. Os integrantes do PCC precisam se apresentar como injustiçados e, para isso, a construção de uma ideologia é fundamental."O filósofo define ideologia como discursos e representações que apresentam uma realidade complexa com enunciados simplistas, investindo contra os fatos em benefício próprio. (...) - Leia mais aqui

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