Com um gasto de R$ 8,2 milhões, o que representa 9,21% do total do gasto máximo de campanha declarado, Lula e sua equipe vão "exibir no horário eleitoral 'o governo que ninguém viu'" tendo como slogan de campanha "Lula de novo. Com a força do povo"
Tendo por base o fato de que a maioria da população brasileira, equivocadamente, identifica a corrupção brasileira como um problema estrutural, sistêmico e entende que Lula nada tem que ver com os casos de corrupção como o mensalão e os sanguessugas, abordará a crise política que envolve o Planalto somente em último caso e jamais de forma direta, procurando manter a separação aparente entre o PT e o governo.
A idéia é apresentar em seus programas os números de seu governo sobretudo nas áreas social e de infra-estrutura, comparando também temas como emprego, salário e comércio exterior com os oito anos de governo do PSDB.
Por fim, resgata sua história petista e práticas políticas, utilizando de um terrorismo político-eleitoral afirmando que possui uma espécie de dossiê contra os tucanos que poderia ser usado caso "a artilharia do PSDB seja muito pesada". Ou é pura bravata para intimidar a direção de campanha. Ou é verdade, o que seria muito pior, pois revelaria que Lula e o PT estão muito pouco preocupados com a população, a ética e a moralidade política.
Por Vera Rosa, em O Estado de São Paulo, edição de hoje: "O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu uma missão ao publicitário João Santana: exibir no horário eleitoral 'o governo que ninguém viu' por causa da crise política. Com essa estratégia, o programa de Lula que estréia na terça-feira será amparado por uma estrutura narrativa, enumerando os 'resultados' de sua administração. Sai de cena o estilo glamouroso de Duda Mendonça e entra no ar uma propaganda mais pragmática, com depoimentos que lembram a novela Páginas da Vida. Menos PT e mais governo.
A crise que atingiu o Palácio do Planalto e destruiu a bandeira da ética carregada pelo PT em outras campanhas será abordada apenas em último caso e, mesmo assim, de forma indireta. Pesquisas qualitativas encomendadas por João Santana indicaram que os escândalos do mensalão e dos sanguessugas não colaram no presidente. (...)
Se for provocado pelo adversário do PSDB, Geraldo Alckmin, Lula insistirá em que sua gestão foi a que mais investigou e puniu. Detalhe: o governo armazenou denúncias de corrupção que teriam sido 'engavetadas' na gestão de Fernando Henrique Cardoso. Em conversas reservadas, petistas dizem ter uma espécie de dossiê, que somente será usado se a artilharia do PSDB for muito pesada.
ÂNCORA
Com 7 minutos e 21 segundos, o programa de TV da coligação 'A Força do Povo' (PT, PC do B e PRB) terá o presidente-candidato como âncora, mas também contará com apresentadores. A idéia é comparar indicadores produzidos em quase quatro anos da era Lula - como emprego, salário e saldo comercial - com os oito do governo 'deles', como o presidente se refere às duas gestões de Fernando Henrique (1995 a 2002). (...)
Embalado pelo baião 'Lula de novo. Com a força do povo', o horário político mostrará muitas cenas de Lula nas ruas. Serão exibidas, ainda, várias 'realizações' do governo: dos programas sociais, como Bolsa-Família e Luz para Todos, às obras de infra-estrutura em hidrelétricas, portos e estradas. No estilo prestação de contas, o presidente dirá que, se um mandato valeu a pena, quer mais uma chance para fazer 'mais e melhor'. (...)
Longe dos tempos em que o vermelho do PT predominava na propaganda de Lula, o tom escolhido por Santana para esta campanha é o azul. O 13 do PT aparece em verde e amarelo e o logotipo "Lula" em branco. (...)" - Leia mais aqui
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