terça-feira, agosto 29, 2006

Carregado em generalidades, programa de governo petista destaca necessidade de crescimento mais acelerado, mas abandona metas quantitativas

Por Vera Rosa e Sérgio Gobetti, em O Estado de São Paulo: "O programa de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o segundo mandato vai trocar o discurso inflamado da mudança na economia, contrário à armadilha fiscal, por compromissos mais políticos, que debitam na conta da "herança" recebida dos tucanos as restrições impostas até agora aos investimentos. A plataforma que será lançada hoje, em cerimônia com a presença de Lula, destaca a necessidade de crescimento mais acelerado, mas abandona a meta de 7% ao ano, prevista em 2002. Além disso, mantém inalterado o superávit primário - economia de gastos para pagamento dos juros da dívida. (...)

Nas ações classificadas como "prioritárias", o novo programa de Lula ressuscita a retórica da inclusão social como "eixo do desenvolvimento". O texto afirma que o esforço para estabilizar a economia deve cumprir os objetivos de "crescimento com distribuição de renda".Depois do escândalo do mensalão, a defesa da reforma política - que já constava no programa de 2002 - volta à cena em nova embalagem, muito mais vistosa. Ela agora integra o time das medidas prioritárias para a governabilidade. O conteúdo, porém, é o mesmo: a pregação da fidelidade partidária, do financiamento público de campanha e do voto em lista para cargos no Legislativo.(...)

Escaldado pelos efeitos perversos de promessas não cumpridas - como a de criar 10 milhões de empregos - e após assegurar que o governo do PT resgataria a vocação do Brasil para crescer 7% ao ano, Lula evitará metas quantitativas(...)" - Leia mais aqui

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